quinta-feira, 7 de julho de 2016
Limitando o número de conexões simultâneas na console de uma VM
É comum em alguns ambientes
que o acesso ao vCenter seja compartilhado entre vários administradores e até
mesmo entre áreas distintas. Uma das recomendações de segurança que a VMware geralmente
propõe (pelo menos é o que está no Security Guide) é que o acesso a Console da
VM seja minimizado ao máximo, uma vez que o acesso a console se assemelha ao
acesso ao monitor de uma máquina física, com teclado e mouse.
Com acesso à console um usuário
pode executar ações que fogem ao controle do ambiente virtual, uma vez que as
ações estarão sendo executadas de dentro da VM.
Uma outra razão para limitar o
número de conexões permitidas à console de uma VM, é o fato de uma outra pessoa
poder observar as ações que um administrador estiver executando na máquina
virtual, podendo gerar algum incidente de segurança, já que informações
sensíveis podem estar sendo exibidas na tela.
Por exemplo, na imagem abaixo
é possível identificar que além desta sessão, existem outras 3 sessões abertas
nesta console, porém não é possível identificar facilmente quem está
visualizando a console junto com você.
Por padrão não há limites no
número de conexões simultâneas na console de uma VM, mas existem formas de
alterar esse comportamento através das configurações avançadas de uma máquina
virtual.
Pelo vSphere Web Client é
possível configurar essa opção clicando em: Edit
Settings à VM Options à
VMware Remote Console Options à Maximum number of
sessions
Outra forma de alterar é utilizando o PowerCLI ou o vCLI para alterar o parâmetro “RemoteDisplay.maxConnections”, dessa forma além de permitir que a mudança seja feita com a VM ligada, ainda oferece a possibilidade de automatizar a mudança em várias VMs de uma única vez através de scripts.
Abaixo disponibilizo um exemplo de script de PowerCLI para realizar a mudança em todas as VMs de um determinado cluster.
#Conexão com o Virtual Center
Connect-VIServer -Server [vcenter-address] –User [vcenter-user] -Password [user-password]
$VMCluster = Read-Host "Digite o nome do cluster:"
foreach($vm in Get-Cluster $VMCluster | Get-VM ){
#Checa se a opção já está configurada, caso negativo faz a configuração
if (!(get-advancedsetting -entity $vm -Name "RemoteDisplay.maxConnections")){
$vm|New-AdvancedSetting -Name "RemoteDisplay.maxConnections" -Value "1" -Confirm:$false}
else {
#Se a opção já estiver configurada, a linha abaixo faz a alteração
get-advancedsetting -entity $vm -Name "RemoteDisplay.maxConnections" | SetAdvancedSetting -Value "1" -Confirm:$false} }
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
EMC/VMware apresentam o novo VCE VxRail
Ontem foi anunciado pela EMC/VMware
o lançamento de um novo appliance de infraestrutura hiper-convergente, chamado
VxRail. O VxRail é produto que faltava no portfólio de infraestrutura
convergente da VCE, que já possuía os produtos VBlock, VxBlock e VxRack.
Quem acompanha o blog deve se
lembrar que há cerca de um ano atrás fiz um post falando sobre o VSPEX Blue,
que também é um appliance HCI (Hyper-Converged Infrastructure) ofertado pela
EMC. O VSPEX Blue foi a primeira investida da EMC no mercado de HCI, e por isso
deixava a desejar em algumas questões, quando comparado com outros produtos
ofertados no mercado. Por exemplo:
Tamanho inicial e
escalabilidade – uma das principais limitações no VSPEX Blue era a falta de
flexibilidade no tamanho inicial da primeira instalação e também a falta de
granularidade na hora de expandir uma instalação existente. Ambas essas
características se mostraram essenciais para usuários de plataformas HCI.
Alguns concorrentes, por exemplo, permitem que os usuários iniciem com uma
configuração de 3 nós e cresçam 1 nó por vez. No VSPEX Blue é necessário
iniciar com no mínimo 4 nós, e a expansão também deve ser feita com 4 nós.
Limitação na oferta de Data
Services – outra limitação do VSPEX Blue era a falta de serviços no
armazenamento de dados, como por exemplo: Desduplicação e Compressão. Estes
serviços podem oferecer uma economia considerável na quantidade de GB/TB
necessários para o armazenamento dos dados.
O VxRail foi desenvolvido em
conjunto pela EMC e pela VMware e oferece um produto exclusivo, completamente
integrado, pré-configurado e testado, capaz de subir de maneira rápida e fácil
um ambiente VMware totalmente virtualizado, tudo definido por software.
A arquitetura do VxRail segue
o modelo já conhecido de HCIA, ou seja, uma “caixa”de 2Us composta por até 4
nós (nodes), também conhecida como 2U4N. Sendo que cada um dos nós possui seus
próprios processadores, RAM e discos.
Visão Frontal
Visão Traseira
Um detalhe importante é que essas são as disposições
iniciais, mas futuramente pode ser que sejam disponibilizadas novas formas de
configuração, por exemplo um appliance com 2 nós (2U2N).
Outro ponto positivo para o
VxRail é a quantidade de configurações com relação a processamento e
armazenamento ofertadas:
Modelos híbridos:
combina custos e desempenho através de configurações que comportam discos HDD e
SSD.
Modelos All-Flash: Máximo desempenho para aplicações
e cargas de trabalho de missão crítica que exigem uma baixa latência.
Alguns destes modelos estarão
disponíveis de imediato, enquanto outros só estarão disponíveis a partir do
Q2/2016.
Outra característica importante
do VxRail é a possibilidade de começar pequeno e ir crescendo na medida em que
a demanda for aumentando, com a possibilidade de crescer em um único nó. Isso
permite que as organizações invistam apenas o necessário naquele momento,
evitando com isso o desperdício de recursos.
Com relação a essa
escalabilidade, é possível crescer até o limite de 16 appliances, totalizando
64 nós de processamento, e dependendo da configuração podendo chegar a até 1.2
PB de armazenamento all-flash.
Sobre a parte de software
incluída no VxRail, a base de tudo é o VMware vSphere (incluindo vSphere HA,
vMotion & DRS por padrão) com Virtual SAN (VSAN). Inicialmente será
fornecido o Virtual SAN 6.1, mas a partir do Q2 passará a ser fornecido com o
VSAN 6.2, contando com um upgrade não-disruptivo para que estiver na versão 6.1.
Consequentemente, funcionalidades
como desduplicação, compressão e erasure coding estarão disponíveis a partir do
Q2 (modelos com o VSAN 6.2) nas configurações de appliance com modelos
All-Flash.
Além disso, uma série de
softwares EMC estão inclusos na solução, por exemplo:
VxRail Manager – Interface única
para gerenciamento centralizado da solução (incluindo VMware vCenter e VMware
Log Insight).
RecoverPoint for VMs (RP4VM’s)
– licenciado para até 15 VMs por appliance, mas nada impede que seja adquiridas
licenças adicionais se necessário.
EMC CloudArray – licenciado para
até 10TB por appliance. Permite expandir a capacidade de armazenamento do
appliance utilizando armazenamento na nuvem.
Lá fora o mercado para
appliances de infraestrura hiper-convergente parece estar indo muito bem, não é
atoa que vemos uma grande quantidade de soluções sendo ofertadas. Aqui no
Brasil ainda nao vejo um mercado muito aquecido nesse sentido, mas é certo que
mais cedo ou mais tarde as coisas comecem a mudar...
Saiba mais em ...
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
ESXi Embedded Host Client – Acessando o ESXi pelo browser
Há cerca de 3 meses o VMwareLabs, site no qual os engenheiros da VMware costumam compartilhar algumas
Flings, disponibilizou uma fling chamada ESXi Embedded Host Client.
Essa fling é uma interface
gráfica para o host ESXi e foi toda desenvolvida em HTML5 e JavaScript, e pode
representar uma prévia do que pode vir a ser o vSphere Web Client futuramente.
Como se trata de uma fling não
há nenhuma garantia de que a mesma se torne algo oficial, mas pelo feedback
positivo e o sucesso que tem feito na comunidade VMware, é provável que nos
próximos lançamentos o ESXi já venha com essa interface embutidade. Por
enquanto também não há nenhum tipo de suporte, em caso de problemas/bugs a
única alternativa é deixar uma mensagem na página da própria ferramenta, e
aguardar que o engenheiro responsável responda.
No momento as seguintes
operações estão disponíveis com a ferramenta:
- · VM operations (Power on, off, reset, suspend, etc).
- · Creating a new VM, from scratch or from OVF/OVA (limited OVA support)
- · Configuring NTP on a host
- · Displaying summaries, events, tasks and notifications/alerts
- · Providing a console to VMs
- · Configuring host networking
- · Configuring host advanced settings
- · Configuring host services
O download e as instruções de instalação estão na página da solução.
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Lab VMware na nuvem (AWS ou Google Cloud)
Que tal a possibilidade de
montar o seu ambiente de lab em uma nuvem pública da Amazon (AWS) ou Google
(GCP)?! Parece interessante né?! Pois essa é a nova oferta da startup
israelense Ravello Systems.
Basicamente a Ravello Systems
desenvolveu o seu próprio hypervisor (baseado no KVM), chamado HVX. O HVX roda
em cima de máquinas virtuais nas nuvens da AWS ou Google Cloud. Inicialmente a
tecnologia permitia a importação de máquinas virtuais VMware e KVM, sem a
necessidade de qualquer modificação nas VMs, oferecendo a oportunidade de
reproduzir um ambiente de produção na nuvem, atendendo a uma série de casos de
uso:
- Desenvolvimento/testes;
- Demonstrações;
- Treinamentos e etc.
Na última semana, a Ravello
Systems anunciou (ainda em versão beta) a implementação de uma nova
funcionalidade no HVX que emula as features Intel-VT/AMD-V, permitindo assim
que hypervisors como ESXi e KVM possam ser instalados em máquinas virtuais rodando
em cima do HVX, que por sua vez está rodando em cima de uma VM na nuvem. J
Por se tratar de uma
funcionalidade ainda em versão beta, existem algumas limitações:
- Não há suporte para a
interface de rede VMXNET3 no ESXi virtual. Consequentemente também não é
possível utilizar o SMP-FT, pois requer uma rede de 10Gb (vmxnet3);
- Não há suporte para o VCSA
6.0 por conta de limitações de controladoras de disco e no suporte ao formato
OVF;
Aqueles que tiverem interesse
podem se cadastrar para testar a solução por um período de 14 dias e com
algumas restrições de capacidade:
-
Versions
supported: ESXi 5.5 and ESXi 6.0
-
Maximum
number of CPUs per ESXi host: 4 CPUs
-
Maximum
memory per ESXi host: 32GB
-
Maximum
number of guest VMs per ESXi host: 4
-
Maximum
vCPU per guest VM: 2 vCPUs
-
Maximum
memory per guest VM: 8GB RAM
-
Maximum
number of ESXi hosts in an environment: 250
Como eu estava sem hardware
disponível para montar meu lab com o novo vSphere ESXi 6.0, resolvi testar a
plataforma da Ravello Systems.
O primeiro passo foi me
cadastrar no site da Ravello Systems. Após o cadastro recebi um email com todas
as informações de como instalar o ESXi na plataforma.
São várias as configurações
necessárias, mas com os artigos contendo os passo a passos publicados no blog
da empresa, foi bem tranquilo para colocar o lab no ar.
Abaixo você confere o ambiente
que eu criei:
AD/DNS – 2vCPU, 2GB RAM, 50GB HD
NFS – 1vCPU, 2GB RAM, 132GB HD
vCenter – 2vCPU, 8GB RAM, 52GB
HD
3 ESXi – 4vCPU, 7GB RAM, 20GB
HD (cada)
Para se ter uma idéia um
ambiente como este que eu montei, após o período de trial, me custaria em torno
de $2,64/hr.
O resultado final me agradou
bastante. A interface é bem intuitiva e o desempenho atende perfeitamente o necessário
para um ambiente de lab. Além disso, a possibilidade de utilizar templates (VM
library) e blueprints (que permite o deploy de um ambiente completo) facilita e
agiliza a criação/reprodução de novos ambientes.
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