quarta-feira, 13 de julho de 2011

VMware VSphere 5!!

                 

Ontem, no evento Raising The Bar, Part V, aconteceu o lançamento oficial do Vsphere 5. Além da nova versão do hypervisor da VMware, também foram lançadas as novas versões dos produtos: vCenter Site Recovery Manager 5, vShield 5, vCloud Director 1.5, e do novo vSphere Storage Appliance 1.0. Todos eles juntos formam o que foi chamado pelo próprio Paul Maritz como “Cloud Infrastructure Suite”.


O objetivo da VMware com esse novo lançamento é alcançar índices ainda maiores com relação à virtualização de um datacenter e permitir que os usuários virtualizem aplicações ainda mais críticas, garantindo mais desempenho, alta disponibilidade, agilidade e eficiência na disponibilização de recursos, maior segurança e facilidade no gerenciamento.
Abaixo você pode ver a evolução na capacidade de recursos que podem ser oferecidos a uma máquina virtual no VSphere 5:


Também foram apresentadas algumas novas funcionalidades desta nova versão, que incluem:

Image Builder: Trata-se de um conjunto de comandos PowerCli que permitem a criação de imagens personalizadas do ESXi. Com isto é possível criar imagens com atualizações e drivers específicos. A imagem pode então ser gravada em um CD para instalação no host ou carregada diretamente na memória do host (através de um boot PXE), eliminando a necessidade de um dispositivo de boot no host.

Auto-Deploy: Simplifica a implantação de novos hosts no ambiente. Com o auto-deploy é possível disponibilizar centenas de novos hosts ESXi em questão de minutos. É só dar um boot PXE no host e o auto-deploy irá carregar na memória uma imagem pré-definida do ESXi. Ainda existe a opção de especificar um Host-Profile para ser aplicado no host, automatizando assim a sua configuração.


Storage DRS: Como o próprio nome supõe, o Storage DRS funciona de forma similar ao já conhecido DRS, porém para os recursos de storage. No VSphere5, um novo objeto foi adicionado ao vCenter, chamado de Datastore Cluster. Assim como o DRS agrega os recursos de memória e CPU dos hosts em um cluster, o Storage DRS agrega os recursos de vários datastores em um Datastore Cluster, de acordo com as definições do administrador. Depois que um datastore cluster é criado, o Storage DRS passa a balancear os recursos de storage com base nos thresholds de espaço utilizado e na latência de I/O, definidos na criação do datastore cluster. Isso inclui também a alocação inicial de uma VM, ou seja, agora não será mais necessário analisar todos os datastores manualmente antes de criar uma nova VM, o Storage DRS, com base no espaço utlizado e na latência de I/O, faz uma recomendação para a alocação da VM. O administrador só precisa informar em qual Datastore Cluster a VM deve estar.


Profile-Driven Storage: Permite que o administrador crie perfis de armazenamento para as VM’s, especificando quais as características e atributos que o storage deve possuir para atender aos requisitos de uma máquina virtual, como por exemplo tipo de RAID, Replicação, Capacidade, Snapshot e etc. Dessa forma sempre que uma nova VM for criada ou movimentada via Storage vMotion, este perfil será utilizado para garantir que apenas os datastores ou datastore cluster compatíveis estarão disponíveis.


vSphere Storage Appliance (VSA): Desenvolvido para as pequenas e médias empresas que não possuem recursos suficientes para adquirir um storage SAN ou NAS. O VSA permite a criação de um datastore NFS utilizando os discos locais de um host ESXi. Além disso, oferece uma tecnologia de replicação que mesmo no caso de queda de um dos hosts, não há perda de dados e nem indisponibilidade de máquinas virtuais. Funciona com no máximo 3 hosts.


É claro que isso não é tudo, foi apenas um resumo de algumas das novidades que mais me chamaram a atenção. Se você estiver interessado em se aprofundar mais sobre tudo o que foi dito e ficar por dentro de todas as novidades, segue um link para todos os documentos que foram publicados ontem:

- What’s New in VMware vSphere 5.0 Platform
- What’s New in VMware vSphere 5.0 Storage
- What’s New in VMware vSphere 5.0 Performance
- What’s New in VMware vSphere 5.0 Networking
- What’s New in VMware vSphere 5.0 Availability
- What’s New in VMware Data Recovery 2.0 Technical Whitepaper
- VMware vSphere Storage Appliance Technical Whitepaper
- VMware vSphere 5.0 Licensing, Pricing and Packaging
- What’s New in VMware vCloud Director 1.5 Technical Whitepaper
- What’s New in VMware vCenter Site Recovery Manager 5.0 Technical Whitepaper

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Evento Online da VMware – Raising the Bar, Part V

                 

Se você ainda não se inscreveu no evento online que acontecerá nesta terça-feira (12/07/2011) a partir das 13:00hs (horário de Brasília), ainda há tempo. O evento será apresentado por Paul Maritz , CEO e Steve Harrod , CTO, ambos executivos da VMware e irá apresentar a nova geração de infra-estrutura para virtualização.

Além disso, quem se inscrever e participar realmente do evento, estará concorrendo gratuitamente a uma inscrição no VMworld, que acontecerá a partir do dia 29 de Agosto em Las Vegas, e dia 18 de outubro em Copenhagen.

Registre-se aqui!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

VCP4 – Segunda Chance de graça!

                 

Se você ainda não teve coragem de fazer a prova de certificação da VMware – VCP4 com medo de não passar, eis aqui uma excelente oportunidade para fazer a prova.

Para participar do “Second Shot” da Vmware, é necessário fazer o seguinte:

- Quando for se registrar para fazer a prova pelo site da Person VUE (neste caso deve ser pago o valor cheio do exame – U$ 175), use o seguinte código de promoção: VCPTAKE1.

- Caso reprove no 1º exame, quando for agendar a segunda tentativa utilize o código de promoção: VCPTAKE2. Dessa forma o segundo exame sairá de graça.

É importante observar que esse desconto só será valido se o primeiro exame tiver sido agendado utilizando o código VCPTAKE1.

Os exames devem ser feitos até o dia 31 de julho de 2011.

Boa Sorte!!

Fonte: VMware Training

terça-feira, 28 de junho de 2011

Avaliando o VMware vCenter CapacityIQ

                 

Nas últimas semanas me foi dada a tarefa de avaliar uma nova ferramenta da VMware, a fim de validar uma possível aquisição. Trata-se do VMware vCenter CapacityIQ. Para quem nunca ouviu falar, está é uma ferramenta que visa auxiliar o administrador VMware no gerenciamento da capacidade do ambiente virtual.

A instalação é bastante simples, pois ela é disponibilizada como um ‘appliance virtual’ pré-instalado no formato OVF. Ou seja, basta importa-la no vCenter, configurar a rede e pronto! A ferramenta disponibiliza uma interface WEB. A partir dessa interface podemos fazer algumas outras configurações, como por exemplo, a conexão com o vCenter Server.

O guia de instalação pode ser encontrado no endereço:
http://www.vmware.com/support/pubs/ciq_pubs.html

Uma coisa interessante é que não é necessário fazer nenhum tipo de alteração no VCenter. Depois de conectado, o CapacityIQ passa a coletar os dados do VCenter e a guardá-los em um banco de dados interno (PostgreSQL). Estas informações são então processadas e apresentadas em forma de relatórios ao administrador, através de um plug-in instalado no Vsphere Client. Esse processo não causa nenhum impacto de desempenho no VCenter.

Segue uma imagem da arquitetura do CapacityIQ:


Para que a ferramenta comece a gerar relatórios e gráficos com precisão é necessário aguardar algum tempo para que a quantidade de dados coletados seja suficiente para isso. No “vCenter CapacityIQ Installation Guide” é citado um período de no mínimo 3 dias, mas acredito que para um relatório realmente significativo é necessário no mínimo 1 mês de coleta.

Para acessar a ferramenta, basta clicar no ícone ‘CapacityIQ’ que aparecerá no Vsphere Client: Home --> Solutions and Applications


Após abrir a ferramenta, podemos navegar pelos objetos e suas diversas “views” disponíveis:


A imagem acima, por exemplo, nos dá uma visão da tendência da eficiência da capacidade do Cluster (repare que o objeto selecionado é o cluster, poderia ser uma VM específica também). No gráfico podemos observar que a tendência do ambiente é que o número de VM’s ligadas (Avg. Powered-On VMs) aumente com o passar do tempo, assim como a quantidade de VM’s por host (VMs per Host).

A lista de “Views” disponíveis é interessante e varia de objeto para objeto, para o cluster, por exemplo, temos as seguintes opções:


Algumas são realmente bastante interessantes e podem ajudar muito no ajuste do ambiente, é o caso das:

Oversized Virtual Machines – List (lista as máquinas virtuais que de acordo com os dados coletados se mostraram superdimensionadas).

Undersized Virtual Machines – List (lista as máquinas virtuais que de acordo com os dados coletados se mostraram subdimensionadas).

Além das “Views” existe também a aba “Reports”, na qual uma série de relatórios podem ser gerados de uma maneira extremamente rápida e fácil. Basta clicar no ícone “Run Now” e pronto, o relatório estará disponível para download nos formatos PDF e CSV.


Na opção “Global Settings” você pode fazer diversas modificações na forma como as informações são tratadas e exibidas, interferindo diretamente nas projeções e tendências do ambiente. As configurações vão desde o período considerado nos cálculos até ao algoritmo utilizado para gerar os gráficos de tendência.



Outra ‘feature’ bastante interessante é a possibilidade de simular uma alteração no ambiente virtual e verificar como o ambiente irá reagir. Através da opção “New what-if scenario”.

Conclusão:

De fato a ferramenta fornece ao administrador VMware o que ela promete, que é uma visão ampla da capacidade existente no ambiente e como essa capacidade está sendo utilizada. Fornecendo também uma projeção dessa capacidade e como o ambiente tende a se comportar com o passar do tempo. É claro que por se tratar de um produto recente, com apenas duas versões lançadas até o momento, existem algumas coisas que podem ser melhoradas, e que com certeza serão nos próximos lançamentos. Entre elas, destaco a pouca documentação existente sobre o produto, o que torna algumas informações exibidas meio confusas e difíceis de entender, além das configurações do “Global Settings” que poderiam ser mais bem exploradas se houvesse uma documentação mais completa.

A única coisa que realmente me causou uma impressão ruim foi o fato de que o CapacityIQ não consegue distinguir os “placeholders” criados pelo SRM (Site Recovery Manager) de máquinas virtuais. Dessa forma ele acaba considerando estes “placeholders” como se fossem máquinas virtuais que estão desligadas, o que acaba interferindo nos dados que calculam algumas tendências do ambiente, tornando alguns relatórios e gráficos inconsistentes.

Página do Produto:
http://www.vmware.com/products/vcenter-capacityiq/overview.html