terça-feira, 25 de outubro de 2016

O que há de novo no vSphere 6.5? - vCenter Server Appliance (VCSA)

                 

Na semana passada, a VMware anunciou oficialmente a nova versão da sua plataforma de virtualização, o vSphere 6.5. O anúncio ocorreu na abertura da edição européia da VMworld 2016, que aconteceu em Barcelona entre os dias 17/10/16 e 20/10/16 , e trouxe muitas novidades.

Nesse post vou falar sobre o que há de novo no vCenter Server Appliance (VCSA) 6.5.

Já faz um tempo que a VMware vêm incentivando os seus usuários a utilizarem o appliance virtual ao invés da versão Windows, porém a sensação que se tinha era a de que sempre estava faltando alguma coisa. Apesar das melhorias feitas nas versões anteriores, ainda assim muitos optavam por permanecer com a versão instalada sob o Windows.

Parece que dessa vez a VMware resolveu “apelar” pra valer, e trouxe muita coisa nova junto com o novo vCenter Server Appliance 6.5.

- vSphere Update Manager (VUM)

Um dos fatores que desmotivavam os usuários a migrarem para o VCSA era a necessidade de manter o VUM rodando em um servidor Windows. Geralmente, a maioria dos administradores que optavam pela versão Windows, utilizavam o mesmo servidor para instalar o VUM. No caso de optarem pelo VCSA, ainda assim teriam de manter um servidor Windows só para o VUM, o que de certa forma gerava um esforço a mais para gerenciamento (o que antes era um único servidor Windows, passou a ser dois servidores , sendo 1 Windows e 1 Linux).

Com a nova versão VCSA 6.5 o VUM já virá embutido no appliance, totalmente integrado e habilitado por padrão. Além disso, o VUM também se beneficiará das novas funcionalidades de alta disponibilidade (HA) e backup do VCSA.

- Processo de Instalação e Configuração do VCSA

Anteriormente o processo de deploy do VCSA era um pouco limitado devido à dependência do Client Integration Plugin (CIP), uma vez que o mesmo só funcionava em máquinas Windows, além de “encrencar” com alguns browsers. O processo de instalação foi extremamente simplificado e consiste de duas etapas: deploy do OVA e processo de configuração. Podendo ser feito tanto de uma máquina Windows, Linux ou Mac.

O menu de configuração possui 4 opções: Install, Upgrade, Migrate e Restore



Das opções listadas anteriormente, acredito que as opções Migrate e Restore mereçam uma atenção especial.

Migrate: Como a própria descrição abaixo da opção explica, essa é uma opção para migrar o vCenter Server instalado no Windows diretamente para o VCSA. Essa opção havia sido lançada a pouco tempo atrás no formato de fling, mas a partir de agora é uma opção completamente suportada e embutida no vCenter. As versões suportadas para migração são 5.5 e 6.0. Tanto as instalações com o banco de dados embutido como as instalações com banco de dados externos poderão ser migradas. Ao término da migração, o novo VCSA assumirá por completo a identidade do vCenter anterior, incluindo UUID, IP, hostname, certificados e etc. Além disso o vSphere Update Manager também será migrado, com todas as configurações (mesmo que seja externo ao vCenter).

Um detalhe importante é que você terá a opção de escolher os dados a serem migrados:
- somente configuração;
- configuração, eventos e tarefas;
- configuração, eventos, tarefas e dados de performance

Restore: Com a nova funcionalidade de backup (veja mais detalhes a seguir), foi incluída também a possibilidade de Restore. Com essa opção, é possível realizar o deploy de um novo OVA e apontar para que seja feita a restauração de um backup. O novo deploy retornará o VCSA com as mesmas configurações anteriores (incluíndo o banco de dados). Essa opção funciona tanto com instalações embutidas (vCenter + PSC) ou externas (vCenter / PSC), e serve para restaurar qualquer um dos appliances (vCenter ou PSC).

- Gerenciamento e Monitoramento do VCSA através da VAMI

VAMI (Virtual Appliance Management Interface) é a principal interface para gerenciamento do appliance. Nas versões anteriores essa interface era bem simples e não tinha muito o que fazer nela a não ser algumas configurações de rede e serviços. Com essa nova versão essa interface foi completamente renovada, e agora além da parte de configuração também permite que o vCenter seja monitorado através dela, com estatísticas de utilização de CPU e Memória, e também informações relativas ao banco de dados do vCenter/VUM.


- Alta Disponibilidade Nativa

Implementar uma solução para alta disponibilidade do vCenter Server nunca foi algo trivial, e sempre houve um ponto de interrogação sobre quando a VMware resolveria essa questão. Alguns devem se lembrar do vCenter Server Heartbeat que foi descontinuado em meados de 2014, e de lá pra cá, nenhum outro produto foi lançado. A última investida da VMware nesse sentido foi a possibilidade de implementar o vCenter Server em cima de um Failover Cluster da Microsoft, mas devido à complexidade da solução, acredito que muitos não chegaram nem a testar essa possibilidade.

Com a nova versão do VCSA 6.5 foi incluído um mecanismo de cluster do tipo ativo/passivo. Para a formação do cluster, deverá ser adicionada uma nova interface de rede no appliance que será utilizada para uma rede privada entre os appliances, e será responsável pela replicação entre eles. A replicação será síncrona no que diz respeito ao banco de dados, utilizando um mecanismo do próprio Postgres. Algumas outras informações que são baseadas em arquivos, serão replicadas de forma assíncrona, pois antes da replicação é necessário que o arquivo seja escrito localmente. Porém de acordo com o que foi passado, esse processo será tão rápido que não deverá causar nenhum problema. 


- Backup/Restore

Outra função que há tempos era desejada por aqueles que já utilizavam o VCSA era a possibilidade de fazer backup de uma maneira menos trabalhosa e independente de ferramentas de terceiros.

Agora o backup e o restore dos appliances (VCSA e PSC) serão tratados diretamente no próprio appliance. Com suporte aos protocolos HTTP/S, FTP/S e SCP para a transferência. E também com suporte a criptografia. Além disso haverá um processo para checar a consistência dos backups a fim de garantir que os mesmos estão bons para serem restaurados.

Outros posts sobre o que há de novo no vSphere 6.5:

O que há de novo no vSphere 6.5? - vSphere HA
O que há de novo no vSphere 6.5? - vSphere DRS
O que há de novo no vSphere 6.5? - VMFS-6 / Core Storage
O que há de novo no vSphere 6.5? - Virtual SAN 6.5

O que há de novo no vSphere 6.5? - Virtual SAN 6.5

                 

Na semana passada, a VMware anunciou oficialmente a nova versão da sua plataforma de virtualização, o vSphere 6.5 e junto com ela veio também a nova versão da Virtual SAN 6.5. O anúncio ocorreu na abertura da edição européia da VMworld 2016, que aconteceu em Barcelona entre os dias 17/10/16 e 20/10/16 , e trouxe muitas novidades.

Nesse post vou falar sobre as principais novidades da Virtual SAN 6.5.

Para saber mais sobre Virtual SAN, veja os posts da série sobre VMware Virtual SAN 6.2:

VMware Virtual SAN 6.2 – Parte 1 – Introdução

- Native Support for iSCSI Target

Com o vSAN 6.5 será possível fornecer área de armazenamento para hosts externos ao VMware, por exemplo um outro hypervisor ou cluster microsoft, ou qualquer servidor físico que precise acessar uma área de armazenamento compartilhada. Esse fornecimento de área será feito através do protocolo iSCSI, ou seja, com o vSAN 6.5 será possível configurar o hosts ESXi como um iSCSI target e a partir dele fornecer armazenamento em bloco (LUNs) para outros servidores. As LUNs, criadas em cima do vSAN Datastore, serão objetos do vSAN e portanto poderão estar associadas às políticas de armazenamento disponíveis e usufruir de funcionalidades como Dedup e Compressão, RAID1, RAID5 ou RAID6, e etc...


 Os limites máximos para a configuração do iSCSI no Virtual SAN 6.5 serão:

1024 LUNS per cluster
Maximum of 128 sessions per node
Maximum of 128 targets per cluster
Max Lun size is 62 TB

- 2 node Direct Connect

Essa novidade é mais voltada para ambientes menores/remotos onde se têm no máximo dois nodes ESXi para formar um cluster vSAN. A partir do vSAN 6.5, será possível conectar estes 2 nodes diretamente, através de uma conexão cruzada (cross-connected), eliminando assim a necessidade de um switch de rede para o tráfego do vSAN, e consequentemente reduzindo o custo total da solução. Além disso será possível segregar o tráfego de dados do vSAN, que passará no link direto entre os dois nodes, do tráfego para o Witness, que poderá utilizar uma outra interface vmkernel.


- All Flash para todos

Com o VMware Virtual SAN 6.5 vieram algumas mudanças no licenciamento, em especial para os usários que desejam utilizar o vSAN no modelo All Flash. A partir de agora, todas as versões de licenciamento do vSAN, incluíndo a edição Standard, irão suportar modelos de hardware all flash. Um detalhe importante é que os serviços de dados exclusivos dos modelos all flash, como Dedup e Compressão, RAID5/6 continuarão disponíveis apenas a partir da edição Advanced.

- PowerCLI cmdlets for VSAN

Com o novo vSAN 6.5 foi atualizada também a API do vSAN e com a próxima versão do PowerCLI virá uma série de novos cmdlets para o Virtual SAN, possibilitando a automatização de uma série de tarefas de configuração e gerenciamento do cluster vSAN.

No vídeo abaixo é possível ver um exemplo de criação e configuração de um cluster vSAN utilizando o PowerCLI.



Outros posts sobre o que há de novo no vSphere 6.5:

O que há de novo no vSphere 6.5? - vCenter Server Appliance (VCSA)
O que há de novo no vSphere 6.5? - vSphere HA
O que há de novo no vSphere 6.5? - vSphere DRS
O que há de novo no vSphere 6.5? - VMFS-6 / Core Storage

O que há de novo no vSphere 6.5? – VMFS-6 / Core Storage

                 

Na semana passada, a VMware anunciou oficialmente a nova versão da sua plataforma de virtualização, o vSphere 6.5. O anúncio ocorreu na abertura da edição européia da VMworld 2016, que aconteceu em Barcelona entre os dias 17/10/16 e 20/10/16 , e trouxe muitas novidades.

Nesse post vou falar sobre as novidades do vSphere 6.5 com relação ao novo sistema de arquivos VMFS-6 e também sobre algumas mudanças que dizem respeito à parte de armazenamento.

- VMFS-6

O fato da VMware ter incluído uma nova versão do seu sistema de arquivos, o VMFS-6, mostra que mesmo que o direcionamento esteja voltado para novas formas de armazenamento como vSAN e vVOLS, ainda assim novas funcionalidades e melhorias estão sendo implementadas no seu sistema de arquivos mais “tradicional”, visando atender a todos os usuários.

Sobre as melhorias que vieram junto com o VMFS-6, a maioria delas é interna, no entanto apesar de não vê-las o usuário com certeza irá percebê-las, uma vez que o foco destas melhorias esteve voltado para melhorar o desempenho como um todo, como na criação mais rápida de arquivos, na descoberta de novos dispositivos e também no rescan.

Uma outra novidade, e essa mais voltada para o futuro, é o alinhamento em 4K. Essa mudança permitirá que o VMFS-6 suporte os novos discos 4K assim que estes passarem a ser suportados pelo ESXi. Para aqueles que tiverem interesse em saber mais sobre esse formato de discos 4K (chamado de formato avançado), este artigo da Seagate é bastante interessante e completo sobre o assunto.
Outra melhoria que merece atenção é a melhor forma com que o VMFS-6 irá tratar os casos de ATS Miscompare. Se você não enfrentou nenhum problema desses, sorte a sua, mas foram vários os casos de Storage Arrays que tiverem problemas com o hearbeat do ATS (KB2113956). No VMFS-6 foi adicionado um novo mecanismo de “retry” que tentará evitar que os timeouts no heartbeat ATS ocorram e gerem os problemas já conhecidos.

Por último, é importante saber que não haverá um caminho para fazer upgrade de um VMFS-3 ou VMFS-5 para o VMFS-6, devido às diversas mudanças que tiveram. A atualização para o VMFS-6 deverá ser feita através de migrações, como por exemplo utilizando o Storage vMotion. Na minha opinião, sempre que possível esse é mesmo o melhor caminho, mesmo no caso do VMFS-3 para o VMFS-5, em que era possível o upgrade, formatar o disco com VMFS-5 e migrar era a minha primeira opção. Somente em casos em que não havia espaço necessário para a migração é que optava pelo upgrade. Portanto acredito que essa “limitação” no VMFS-6 não será um grande problema.

- UNMAP

O UNMAP é uma técnica utilizada para recuperar um espaço que não está mais sendo utilizado no datastore e devolvê-lo para o storage. O unmap é na verdade uma funcionalidade do VAAI e já estava presente no vSphere desde versões anteriores. A diferença é que agora a recuperação desse espaço pode ser automática e configurada pela própria interface gráfica. Antes o unmap/reclaim deveria ser feita pela linha de comando e manualmente.

- Novos limites

Talvez a novidade que vá alegrar mais alguns dos usuários VMware será essa! Com o vSphere 6.5 o limite de dispositivos por ESXi subiu de 256 para 512 (2x). E também o limite de paths de 1024 para 2000. Conheço vários casos em que esse limite foi atingido e isso gerava uma dor de cabeça imensa para os usuários, com o vSphere 6.5 será mais difícil chegar nesse limite, e se chegar, é porque está na hora de pensar em algo mais escalável e “moderno” como por exemplo vSAN ou vVOLs.

Outros posts sobre o que há de novo no vSphere 6.5:

domingo, 16 de outubro de 2016

Nuvem VMware na AWS

                 

Na última quinta-feira (13/10/2016), a VMware e a Amazon anunciaram uma parceria estratégica que permitirá a execução de uma nuvem privada da VMware, com todos os componentes do datacenter definido por software da VMware (vSphere ESXi, VSAN e NSX), como um serviço na nuvem da AWS.

Este serviço, chamado de VMware Cloud on AWS, será oferecido em um formato de serviço pela VMware. 

Essa infraestrutura será entregue como se fosse uma nuvem privada dedicada para o cliente VMware, e irá conter hosts ESXi, VSAN e NSX, tudo rodando em um datacenter da AWS. Uma observação importante é que o ESXi estará rodando em hosts físicos (bare-metal), e não como uma máquina virtual, na infraestrutura da Amazon. Isso irá permitir que os clientes executem cargas de trabalho com os mesmos níveis de desempenho, confiabilidade e disponibilidade que já possuem nas instalações locais (on-prem), porém utilizando uma arquitetura na nuvem.



Vale ressaltar que este será um serviço totalmente gerenciado pela VMware. Ou seja, a VMware irá instalar, gerenciar e manter toda a infraestrutura. As operações de rotina, como aplicações de patches ou manutenções de falha de hardware ficarão a cuidado da VMware. Os clientes terão permissões em determinadas coisas, como no vCenter, e estarão aptos a utiliza-lo para a execução de tarefas administrativas, mas algumas ações como atualizações serão fornecidas como parte do serviço pela VMware.

A VMware Cloud on AWS estará dísponivel nos modelos Stand-Alone, Hybrid Cloud ou Cloud-to-Cloud. Nos modelos Hybrid Cloud e Cloud-to-Cloud, o vCenter, através do Enhanced Linked-Mode, permitirá o gerenciamento de ambos os ambientes a partir de uma console única. Veja no exemplo abaixo que há um vCenter Local (On-Prem Data Center) e um vCenter na AWS (CloudProvider_1_CDC), ambos gerenciáveis de uma console centralizada e já conhecida pelos administradores VMware.


Algumas das outras características anunciadas são:

- Possibilidade de migração das VMs entre os ambientes utilizando vMotion, sem nenhuma necessidade de conversão ou alteração, simplesmente um vMotion. É claro que será necessário que toda a parte de rede esteja OK, por isso o NSX será um diferencial neste caso. Ou seja, se você ainda não têm o NSX no seu ambiente, isso não será um empecilho para utilizar o VMware Cloud on AWS, porém algumas funcionalidades do NSX para nuvens híbridas ficarão indisponíveis.

- Possibilidade de crescer facilmente o ambiente hospedado na nuvem AWS. Imagine hoje o trabalho e o tempo que se demora para crescer o seu cluster VMware, se formos considerar desde o processo de compra de novos servidores até o ponto em que estejam prontos para serem adicionados ao cluster. Muitas vezes o negócio não pode esperar todo esse tempo. E mesmo que você seja um administrador precavido e tenha alguns servidores “reservas”, nunca se sabe exatamente o quanto e quando o seu ambiente crescerá, o planejamento de capacidade é um dos maiores desafios enfrentados na TI. 

A previsão é que no início de 2017 comece o período de testes (Beta) da solução, e a partir da metade do ano, esteja disponível para todos. 

Para saber mais detalhes sobre o anúncio, veja os posts abaixo publicados pela VMware:

VMware and Amazon Web Services Announce Strategic Partnership
VMware Cloud on AWS – A Closer Look