quinta-feira, 11 de abril de 2013

Qual a diferença entre discos 'THICK', 'THIN' e RDM (Raw Device Mapping)?

                 


Quando vamos criar uma máquina virtual, ou quando adicionamos um novo disco a uma VM já existente, somos obrigados a escolher qual o tipo de disco virtual que iremos disponibilizar para essa máquina.

Atualmente, existem três tipos de disco virtual que podem ser criados e disponibilizados para as máquinas virtuais:



Thick Provision Lazy Zeroed – é um disco “thick” padrão, ou seja, todo o espaço é alocado no momento da sua criação. Neste formato de disco virtual, qualquer dado que exista no dispositivo físico é mantido no momento da criação, e só são “zerados” no momento em que a máquina virtual vai escrevendo seus dados.

Thick Provision Eager Zeroed – é um disco “thick” que possui suporte a alguns recursos de cluster, como FT. Também aloca todo o espaço necessário no momento da sua criação. A diferença para o formato “lazy” (ou flat) é que os dados existentes no dispositivo físico são todos zerados no momento da criação. O tempo de criação deste tipo de disco pode demorar mais que os demais.

Thin Provision – neste tipo de disco apenas um espaço mínimo é utilizado no momento da sua criação. A medida que mais espaço físico for sendo necessário, o disco “thin” vai aumentando o seu tamanho, podendo chegar até o tamanho alocado inicialmente.

Raw Device Mapping

Também existe a possibilidade de disponibilizar para a máquina virtual um disco no formato RDM (Raw Device Mapping). Um disco RDM permite que uma VM acesse uma LUN do storage (Fibre Channel ou iSCSI) diretamente. O disco RDM na verdade é um arquivo .vmdk criado no datastore que faz o mapeamento para a LUN no storage. Possui apenas algumas informações de metadados e os apontamentos para o disco físico.

Os discos RDM podem ser configurados de duas formas diferentes: modo de compatibilidade virtual (virtual compatibility mode) e modo de compatibilidade física (physical compatibility mode). 

No modo virtual, a LUN mapeada é apresentada para uma máquina virtual exatamente como um disco virtual criado num datastore VMFS. As verdadeiras características de hardware da LUN ficam invisíveis para a VM. No modo virtual é possível se beneficiar de algumas características do VMFS, como por exemplo, “file locking” e “snapshots”. 

No modo físico, o VMkernel transfere a maioria dos comandos SCSI para a LUN mapeada, permitindo uma maior integração da VM com a LUN. O modo físico é útil na virtualização de máquinas que possuem agente de gerenciamento de redes SAN e também na criação de clusters entre máquinas físicas e máquinas virtuais, ou entre máquinas virtuais em diferentes hosts.

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